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INSTRUMENTO

POR OBREIRO DANIEL SANTOS


"Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua." Êxodo 4:10

Não temos dúvidas que Moisés ao externar sua pessoa, estava apenas se humilhando diante do Deus todo poderoso.

Moisés, o grande legislador fora requisitado para tal honra devido seu preparo adquirido no Egito e no deserto.
Versado em linguística e conhecendo profundamente a cultura egípcia, este intelectual passa quarenta anos aprendendo ser tudo dentro dos termos egípcios, quarenta anos no deserto aprendendo a ser nada, e nos seus últimos quarenta anos aprendera que Deus é tudo.

Nesta simples consideração queremos primeiramente refutar esta tese espúria de que Deus capacita o homem somente após o chamado.
Todos os escritos de Moisés estão abarrotados de expressões idiomáticas que eram comum no antigo Egito; como:

"... risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito." Êxodo 32:32

"... de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito." Êxodo 7:22 - Vide > Livro dos Mortos

Paulo cheio do Espírito Santo não deixou de usar as expressões idiomáticas em seus registros - Vide > Cultura Helênica
"Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem." 2 Coríntios 2:15.

"Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar." 1 Coríntios 9:26

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis." 1 Coríntios 9:24

Visto que as expressões idiomáticas perduraram por todos os tempos. Deus é o Senhor soberano que usa elementos temporais para revelar os seus princípios eternos.

"Quando você sabe quem você é, o meio não te muda"

Voltando ao aludido texto, constatamos que Deus nos quer falar algo a respeito da nossa instrumentalidade, pois somos ministros do Deus altíssimo.

A experiência inicia da seguinte forma:
"E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara"
Por se tratar de um texto enigmático, nos convém entendê-lo lançando mão  das duas principais ferramentas exegéticas: prefiguração e simbolismo.

Vara > Direção do Espírito Santo - "... A tua vara e o teu cajado me consolam (Consolador)." Salmos 23:4

Mão > Ministério - "E a mão do Senhor era com eles..." Atos 11:21

Temos que aprender que em toda a palavra, desde a criação; o Espírito Santo é o que realiza a Obra de Deus. Não será diferente agora!

"E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela"
Como os ensinos do Senhor são cristalinos. Não é mesmo?
Deus adverte a Moisés que se ele misturar os elementos espirituais com esta terra, com este mundo, se resultará em morte. Nós não podemos retroceder ao conselho da antiga serpente!

"E disse-lhe mais o SENHOR: Põe agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve"
Na primeira experiência o nosso cuidado está pautado em não profanar o que é Santo.
Agora o Senhor nos ensina acerca do perigo que há quando a "Revelação de Deus" está sujeita as nossas emoções; (não se trata de caprichos denominacionais.)
O coração do homem é enganoso!
A lepra prefigura o pecado. Pecamos, quando colocamos o nosso querer acima da vontade do Espírito Santo.

Assim como o Senhor preparou culturalmente Moisés para entrar e sair na presença de Faraó, Paulo aos pés de Gamaliel foi preparado para o mundo helênico. E nós estamos preparados para este mundo de trevas? Sem Revelação (luz), não há Evangelho!


Referências: Livro dos Mortos - Antigo Egito/ http://bit.ly/2moIhpe